Diversidade

A importância dada à questão da diversidade, é essencial para se repensar os espaços, padrões e comportamentos da sociedade como um todo. Nas organizações não é diferente, e mais, o tema ganhou ainda mais espaço e relevância com o passar dos anos.

É possível ver nos dias de hoje, empresas que contam com profissionais, comitês, áreas específicas e dedicadas à debater, agir e planejar ações relacionadas à diversidade. Também há muitos estudos e pesquisas procurando entender como o tema vem sendo implementado dentro das organizações e no mundo corporativo como um todo. 


Estudos e pesquisas mostram o panorama do Brasil 

Em 2020, em parceria com o Instituto Ethos, a Revista Exame publicou a segunda edição do Guia Exame de Diversidade no Brasil. 96 empresas, divididas em 18 setores participaram do estudo, sendo 81% representadas por empresas de grande porte, 15% de médio porte e 4% de pequeno porte e micro empresas. 

O Guia é um importante estudo sobre o cenário geral do Brasil em relação à diversidade. As empresas que fizeram parte do estudo, afirmam que investem na diversidade e na inclusão internamente com o objetivo de atingir resultados positivos específicos, sendo: 90% melhoria no clima organizacional, 90% atração e retenção de talentos, 84% aumento da produtividade, 77% pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços. 

Em parceria com a OpinionBox, a Revista HSM Management divulgou o estudo  “Diversidade nas empresas – o que os dados nos contam?”,  realizado com mais de 2 mil profissionais de organizações de diversos portes no Brasil.  

Os dados mostram que muitas organizações preocupam-se com a diversidade, e cada vez mais isso acontece, mas ainda há um longo caminho. O estudo mostra ainda que: 44% não têm funcionários transexuais, 29% não têm funcionários PCD’s,  37% afirmam já ter havido casos de discriminação na empresa e 8% afirmam que teriam dificuldade em ter chefe de raça diferente da sua.


Público Interno

 

 

É importante lembrar que, quando se fala em diversidade e inclusão, não estamos nos referindo apenas em questões de cor de pele e/ou raciais, mas em diferentes tipos de questões. Ainda há uma diferença em relação à diversidade quando se observa o público interno, em que a base sobre mulheres lidera em campanhas de conscientização e equidade. O público LGBTQI+ ainda é o público que conta com poucos programas de contratação em relação aos outros públicos.

Neste sentido, sempre falamos por aqui da importância de ter uma equipe diversa e inclusiva para a promoção de um ambiente corporativo que proporcione a troca de relações sociais e não apenas de ter uma equipe que cumpra leis e cotas. Também já falamos sobre os benefícios variados de contar com um corpo de colaboradores bem diverso, em que as experiências, culturas, vivências favorecem os resultados em um âmbito geral. 


A Comunicação Interna como fator essencial

Assim como também não é o suficiente ter equipes que representam a diversidade e a inclusão, sem garantir a manutenção do clima organizacional. Por isso, é tão fundamental que a Comunicação Interna planeje e trabalhe em cima de ações de conscientização e relacionamento. É preciso garantir um alinhamento de todos os colaboradores com o propósito estratégico da empresa e os motivos que permeiam a intenção da organização de ser mais diversa. 

É necessário que a história da empresa seja vivida, acontecer no dia a dia entre os colaboradores. A diversidade precisa estar presente o tempo todo e principalmente, no discurso. Qualquer projeto, qualquer ideia, qualquer ação é necessário incluir a diversidade. É preciso falar sobre, inserir sobre. E este é o papel fundamental da área de Comunicação Interna. 

A Comunicação Interna precisa trabalhar com o objetivo de fazer com que a empresa como um todo entenda e reconheça a importância de um ambiente interno de trabalho inclusivo e diverso. Talvez este seja o primeiro passo. Não é apenas reconhecer e levantar a bandeira de uma empresa que investe na diversidade, mas é preciso antes de tudo abrir espaço para o diálogo sobre o assunto e envolver todos os colaboradores. 

Em todo esse processo, a Comunicação Interna é a principal aliada, o que traz a eficácia da inclusão e da diversidade interna. Ela irá agir para conscientizar, explicar, e trazer esclarecimento, iniciando uma sensibilização. Um ótimo trabalho começa quando a empresa faz com que os colaboradores menos próximos ao tema comecem a entender a importância, e que os colaboradores que fazem parte de grupos de minorias sintam-se contemplados por uma narrativa dentro da empresa que os reconhece.

Além disso, a Comunicação Interna é fundamental para que a organização construa um posicionamento de marca sólido e coerente com relação a causas sociais. O que a empresa faz e representa no discurso interno precisa refletir nas ações e no posicionamento externo. Se esse processo como um todo acontece de forma natural, harmônica e coesa, os resultados chegam de forma satisfatória. 



O que fazer para ajudar?


Não é preciso ir muito longe para encontrar materiais e guias que contribuam para a diversidade e inclusão nas organizações. Mas, separamos algumas dicas que podem ajudar nesse processo:

– Ouvir seus colaboradores: é extremamente importante conhecer a opinião das pessoas que fazem parte do dia a dia da empresa sobre a forma como a empresa lida com essas questões. Como elas se sentem dentro da empresa, se é um ambiente acolhedor para todos os tipos de pessoas, se as oportunidades são igualitárias para todos. 

– Começar com os pequenos grupos: inicie o processo da causa da diversidade engajando os pequenos grupos e aos poucos vá expandindo a sua comunicação até que todos internamente estejam prontos para consumir as campanhas que promovam o respeito de várias causas. 

– Rever a cultura organizacional: ela é a peça chave no trabalho com a diversidade dentro das organizações. Tenha uma cultura voltada para o tratamento igualitário, a colaboração e a igualdade de oportunidades para todos. A cultura organizacional precisa fornecer suporte à criação de  equipes diversificadas. 

– Utilizar uma linguagem adequada: quando se cria as estratégias e as ações sobre a inclusão da diversidade na rotina da organização, muitas pessoas podem de início não entender e terem dificuldade de assimilar o tema, exatamente pela falta de familiaridade com os conceitos e termos desse universo. Explicar de forma didática, simples e objetiva, pode ajudar.  

– Acompanhar os resultados: ter bem estruturado quais são os objetivos e como acompanhar de perto. Este também é um passo muito importante. Como falamos, não basta apenas criar ações, planos e estratégias e se não há um monitoramento e acompanhamento dos resultados. Se for necessário, procure ajuda de empresas especializadas. 

Lembre-se que o incentivo à diversidade é um trabalho constante e contínuo. Não é apenas uma ação pontual de implementação. É preciso ir além. É preciso agir o tempo todo, mudando, refazendo, resignificando continuamente.  

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